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domingo, 16 de janeiro de 2011

SELÊNIO

Você é aquilo que come. Quantas e quantas vezes já ouvimos essa frase sem percebermos as suas implicações práticas? Mas o que uma alimentação saudável pode fazer por alguém além de ajudar a manter em forma? É simples. Os alimentos fornecem substâncias que influenciam o funcionamento das nossas células, podendo contribuir para o surgimento de doenças ou ajudar a evitá-las, além de actuarem em todo o processo de envelhecimento.
SELÊNIO
O que é Selênio ?

Selênio é um mineral essencial no corpo humano. Este nutriente é uma parte importante do antioxidante do enzima que protege células contra os efeitos dos radicais livres que são produzidos durante o normal metabolismo do oxigênio. O corpo tem revelado defesas como os antioxidantes para controlar níveis de radicais livres, porque eles podem estragar células e contribuir para o desenvolvimento de algumas doenças crônicas. Selênio também é essencial para o funcionamento normal do sistema imunológico e glândulas de tireóide.

Quais alimentos fornecem selênio ?

Alimentos de plantas são as maiores fontes de dieta de Selênio na maioria dos países ao redor do mundo. A quantidade de selênio no solo, que varia de região pra região, determina a quantidade de selênio nos alimentos de plantas que são cultivadas naquele solo. Pesquisadores sabem que os solos nas altas planícies do norte de Nebraska e de Dakota contêm altos níveis de selênio. Pessoas que vivem nestas regiões normalmente recebem as maiores quantidades de selênio nos Estados Unidos. As terras em algumas partes da China e Rússia contêm pouca quantidade de selênio e deficiência dietética de selênio são regularmente relatadas nestas regiões.

Selênio também pode ser encontrado em algumas carnes e comidas do mar. Animais que comem grãos ou plantas que foram cultivados em rico solo de selênio tem maior níveis de selênio em seus músculos. Nos Estados Unidos, carnes e pães são fontes comuns de selênio dietético. Algumas castanhas, principalmente castanhas Brasileiras e nozes, também são boas fontes de selênio. A tabela de fontes de alimentos de selênio sugere varias fontes dietéticas de selênio.

Qual é a quantidade dietética recomendada para o selênio para adultos?

A Permissão Dietética Recomendada para adultos (PDR) é a média do nível diário da entrada dietética que é suficiente para encontrar-se com as exigências nutrientes de quase todos (97-98%) indivíduos em cada estágio da vida e de cada sexo. As 2000 Permissões Dietéticas Recomendadas para selênio para adultos, em microgramas são:
Resultados do estudo da dieta total, uma pesquisa nacional conduzida pelos E.U. Administração do alimento e da droga (1982-86), indicou que as dietas da maioria dos homens e mulheres adultos fornecem quantidades recomendadas de selênio.

Quando pode a deficiência de selênio ocorrer?

A deficiência de selênio é geralmente vista nas partes da China onde o índice de selênio no solo, e conseqüentemente a entrada de selênio, é muito baixa. Deficiência de selênio esta ligada à doeça de Keshan. Os sinais mais comuns da deficiência de selênio vistos na doença de Keshan são um coração ampliado e uma funcionamento ruim do coração. A doença de Keshan tem sido observada em áreas de baixo-selênio na China, onde a entrada dietética é menos de 19 mcg por o dia para homens e menos de 13 por o dia para mulheres. Esta entrada é significativamente mais baixa do que o PDR atual para o selênio.

A deficiência de selênio também pode afetar a função da tiróide porque o selênio é essencial para a síntese do hormônio ativo . Os pesquisadores acreditam também que a deficiência de selênio pode piorar os efeitos da deficiência do iodo no funcionamento da tiróide, e esse estado nutritivo de selênio adequado pode ajudar proteger contra alguns dos efeitos neurológicos da deficiência do iodo.

A deficiência de selênio foi vista nas pessoas que dependem na total nutrição parenteral (TNP) como sua única fonte de nutrição. TNP é um método de alimentar nutrientes através de uma linha intravenosa (IV) para pessoas cujos os sistemas digestivos não funcionam. Tipos de nutrientes que não requerem a digestão são dissolvidos em líquido e infusidos através da linha do IV. É importante que as soluções para TNP forneçam selênio a fim de evitar/impedir a deficiência. Os médicos podem monitorar o estado de selênio dos indivíduos que recebem TNP para certificar-se que estão recebendo quantidades adequadas.

As desordens gastrintestinais severas podem diminuir o absorvimento de selênio, tendo por resultado o depleção ou a deficiência de selênio. Os problemas gastrintestinais que danificam o absorvimento de selênio afetam geralmente o absorvimento de outros nutrientes também, e requerem a monitoração rotineira do estado nutritivo de modo que os médicos possam recomendar o tratamento apropriado.

Quem pode necessitar de selênio extra?

O suplemento de selênio é essencial para qualquer um que depende do TNP como a sua única fonte do nutrição, e o suplemento de selênio tornou-se rotina durante a administração de TNP desde que o relacionamento entre a deficiência de selênio e o TNP foi descoberto. As desordens gastrintestinais tais como a doença de Crohn podem danificar o absorvimento de selênio. A maioria de casos de depleção ou da deficiência de selênio são associados com os problemas gastrintestinais severos, como nos indivíduos que tiveram mais da metade de seus intestinos delgados removidos através de cirurgia. Um médico, quem determinará a necessidade para o suplemento de selênio, deve avaliar os indivíduos que têm a doença gastrintestinal e níveis esgotados do sangue de selênio.

Quais são algumas situações atuais e controvérsias sobre o selênio?

Selênio e câncer

Alguns estudos indicam que a mortalidade (morte) do câncer, incluindo o pulmão, colorretal, e câncer da próstata, é mais baixo entre as pessoas com níveis ou entrada mais elevada do sangue de selênio. Também, a incidência de câncer da pele que não precedede da melanona é significativamente mais elevada nas áreas dos Estados Unidos com níveis baixos de selênio no solo.

O efeito do suplemento de selênio no retorno destes tipos de cânceres de pele foi estudado em sete clínicas de dermatologia nos E. U. de 1983 até o início de 1990s. Suplementação com 200 mcg de de selênio diariamente não afetou o retorno do câncer da pele, mas significativamente reduziu a mortalidade total e a mortalidade dos câncers. Além, incidência do câncer de próstata, câncer colorretal, e o câncer do pulmão era mais baixo no grupo dado suplementos de selênio.

Entretanto, não são todos os estudos que mostraram um relacionamento entre o estado de selênio e do câncer. Em 1982, mais de 60.000 participantes do Estudo da Saúde das Enfermeiras sem nenhum histórico de câncer, enviaram alguns pedaços de unhas para uma análise de selênio. A análise das unhas é feita para refletir o estado de selênio durante os anos precedentes. Após três anos e meio, os pesquisadores compararam os níveis de selênio nas unhas das enfermeiras com e sem câncer. Não encontraram nenhum benefício aparente de níveis mais elevados de selênio.

Estes resultados enfatizam a necessidade para a pesquisa adicional sobre o relacionamento entre o selênio e doenças crônicas tais como o câncer. Um estudo que poderá ajudar responder a algumas das perguntas sobre o efeito do suplemento de selênio no risco do câncer começou na França. As vitaminas e o suplemento antioxidante de minerais, ou Estudo MÁXIMO do SU.VI., é uma experimentação de prevenção que está fornecendo doses das vitaminas e dos minerais antioxidantes que são de uma a três vezes maior do que o uso recomendado, incluindo um suplemento diário de selênio de 100 mcg. Mais de 12.000 homens e mulheres estão sendo seguidos por oito anos para determinar o efeito do suplemento na incidência da doença crônica, como o câncer e a doença cardiovascular.

Selênio e doença de coração

Algumas pesquisas da população indicaram uma associação entre o menor uso de antioxidante com uma incidência maior de doença no coração. Outras linhas de evidência sugerem que a tensão oxidativa dos radicais livres pode promover a doença no coração. Por exemplo, é a forma oxidada das lipoproteínas de baixa densidade (LBD, frequentemente chamado de "mau"colesterol) que promove o acúmulo de placas nas artérias coronárias. O selênio é um, de um grupo dos antioxidantes que podem ajudar a limitar a oxidação do colesterol de LBD e a ajudar desse modo impedir a doença nas artérias coronárias. Atualmente não há evidência suficiente disponível para recomendar suplementos de selênio para a prevenção de doença de coração na veia coronária.

Selênio e Artrite

Exames de pacientes com artrite reumatóide, uma doença crônica que causa dor, rigidez, inchação, e perda de função nas junções, indicaram que eles reduziram os níveis de selênio em seu sangue. Além, alguns indivíduos com artrite têm uma entrada baixa de selênio.

O sistema imune do corpo faz naturalmente os radicais livres que podem ajudar a destruir organismos invasores e o tecido danificado, mas isso pode também prejudicar o tecido saudável. Selênio, como um antioxidante, pode ajudar a controlar os níveis de radicais livres e ajudá-los aliviar sintomas de artrite. Os resultados atuais são considerados preliminares, e uma pesquisa adicional é necessária antes que os suplementos de selênio possam ser recomendados para indivíduos com artrite.

Selênio e HIV

Mal absorvimento das doenças relacionadas ao HIV e a AIDS podem esgotar níveis de muitos nutrientes. A deficiência do selênio é associada geralmente com o HIV/ AIDS, e foi associado com um risco elevado da morte desta doença. De 24 crianças com HIV que foram observadas por cinco anos, aqueles com níveis baixos do selênio morreram em uma idade mais nova, que pode indicar uma progressão mais rápida da doença. Uma examinação de 125 homens a mulheres positivos do HIV associou também a deficiência do selênio com o mortalidade. Os pesquisadores acreditam que o selênio pode ser importante na doença do HIV por causa de seu papel no sistema imune e como um antioxidante. O selênio também pode ser necessitado para a replicação do vírus do HIV, qual poderia esgotar níveis hostes de selênio. Os pesquisadores estão pesquisando ativamente o papel do selênio no HIV/ AIDS, e encontraram uma necessidade para as experimentações clínicas que avaliam o efeito do suplemento de selênio na progressão da doença do HIV.

Qual é o risco de saúde de demasiado selênio?

Há um médio a elevado risco de saúde de demasiado selênio. Os níveis elevados do sangue do selênio podem resultar em uma condição chamada selenosis. Os sintomas incluem viradas gastrintestinais, perda de cabelo, unhas marcadas de brancas, e alguns danos no nervo. A toxicidade de selênio é rara nos Estados Unidos e poucos casos relatados foram associados com os acidentes industriais e um erro que de fabricação, e isso conduziu a um dose excessivamente elevada de selênio em um suplemento. O Instituto de Medicina ajustou um nível superior tolerável da entrada de selênio de 400 mcg por o dia para que os adultos impeçam o risco de desenvolver a selenosis. "Níveis superiores toleráveis de entrada representam a entrada máxima de um nutriente que seja provável não aparecer quase nenhum risco de efeitos de saúde adversos em indivíduos na população em geral".

Tabela de fontes de alimento do selênio

As fontes de alimentos varia de acordo com a área de crescimento. A seguinte tabela alista o índice médio do selênio dos alimentos identificados no estudo da dieta total e no banco de dados do USDA.
*VD = Valores Diários. VDs são números de referência baseados na Permissão Dietética Recomendada (PDR). Foram desenvolvidos para ajudar os consumidores a determinar se um alimento contém muito de um nutriente específico. O VD para o selênio é 70 microgramas (mcg). O por cento de VD (%VD) alistado no painel dos fatos de nutrição nas etiquetas de alimentos diz a adultos que porcentagem de VD é fornecida em uma refeição. Mesmo os alimentos que fornecem umas porcentagens mais baixas de VD contribuirão a uma dieta saudável.
Site: http://dheausa.com/PO%25selenio.htm

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Unha de Gato - Uncaria tomentosa

Uncaria tomentosa
Unha de gato é um cipó cheio de espinho comumente encontrado em beiras de rio, sobre pedras e seus frutos são muito apreciados por aves silvestres especialmente o jacu. Esta ave aparece em florestas brasileiras e sua carne é excelente assemelhando-se a do frango caipira. Além de alimento para as aves, a unha de gato é considerada medicinal por ter muitas propriedades já constatadas por estudiosos desta planta.

Os índios já utilizavam a unha de gato para tratar tumores, inflamações, reumatismo e úlcera gástrica. Também usavam no tratamento da gonorréia e da disenteria. Mas não é só para estas funções curativas que os indígenas utilizavam a unha de gato, inclusive, para o trato de câncer feminino e hemorragias. Hoje, a unha de gato é reconhecida por suaspropriedades medicinais e indicada em tratamentos fitoterápicos em larga escalacomercial.

Para a fitoterapia atual, a unha de gato é utilizada no mundo inteiro nas diferentes condições, incluindo desordem imunológica, gastrite, úlcera, câncer, artrite, reumatismo, nevralgias, inflamações crônicas de todos os tipos e até mesmo o herpes viral. O conhecimento científico veio confirmar o que a cultura indígena já utilizava a mais de 2.000anos.

A Unha-de-gato também é um poderoso antiinflamatório natural, usado contra resfriados, gripe e viroses.

Em alguns de seus empregos terapêuticos revelaram grandes possibilidades nos tratamentos de:

• Doenças inflamatórias
• Degenerativas
• Artrite reumatóide
• Renite / Sinusite
• Alergias em geral.

O extrato de Unha de Gato tem uma imensa capacidade de lavar essa camada purificando e tratando a flora intestinal, ajudando no melhor absorvimento dos nutrientes essenciais à saúde, e na recuperação de pacientes que sofrem de desequilíbrios na flora intestinal, tais como:

• Diverticulite
• Colite
• Gastrite / Úlceras
• Parasitas.

O extrato de Unha de Gato enfraquece a atividade mutagênica alterada pelo cigarro. Essa atividade anti-mutagênica está incluída ao efeito antioxidante da planta, que atua dificultando os terríveis males do cigarro:

• Envelhecimento precoce
• Câncer pulmonar
• Impotência e frigidez sexual.

O extrato é natural, não causa dependência, não possui efeitos colaterais nem acarretará em danos ao organismo.
Unha-de-gato contra o herpes labial
Por: Rachel Dimetre
Boa notícia para os portadores do herpes labial: um novo medicamento contra essa doença, feito a base de uma planta brasileira, deve ser comercializado a partir de julho. Batizado Imunomax, o fármaco é um gel de aplicação local, que age diretamente sobre os sintomas e dá alívio aos pacientes. Os últimos testes foram concluídos em dezembro de 2004 por pesquisadores da Universidade Federal Fluminense (UFF).

O gel para tratar o herpes labial foi produzido a partir da Uncaria tomentosa .
O medicamento foi produzido a partir de um extrato retirado da planta Uncaria tomentosa – mais conhecida como unha-de-gato –, abundante na região amazônica. Essa erva já vinha sendo utilizada como fitoterápico no tratamento do herpes e por isso havia indícios de seu efeito antiinflamatório. A comprovação científica dessa propriedade foi obtida pela equipe de Luiz Querino Caldas e Beni Olej, do Centro de Pesquisa Clínica (CPC), unidade da UFF voltada para o estudo e desenvolvimento de novos fármacos.

A obtenção do extrato da unha-de-gato foi feita pelo laboratório Herbarium, que comercializará o novo remédio. A equipe do CPC se encarregou de testar o medicamento em voluntários humanos, o que vem sendo feito desde 2004.

Os ensaios foram feitos com voluntários que apresentavam casos freqüentes de atividade do vírus, divididos aleatoriamente em dois grupos. Um deles recebeu o Imunomax, enquanto o outro – o grupo de controle – recebeu o Aciclovir, medicamento usualmente adotado contra o herpes labial. Os voluntários receberam uma cartela na qual deveriam detalhar as fases do tratamento (horário de aplicação do gel, desfechos clínicos) com o acompanhamento dos responsáveis.

Os testes não indicaram qualquer efeito colateral do novo gel e confirmaram sua eficácia: os voluntários tiveram diminuição de até 20% de sintomas como dor, ardência e queimação. “A vantagem do Imunomax em relação aos medicamentos atualmente usados contra o herpes consiste em diminuir o tempo de duração de cada episódio da doença”, afirma Luiz Querino Caldas.
O herpes labial é caracterizado por pequenas erupções cutâneas nos lábios que provocam dor, coceira e ardência, além do prejuízo estético. “Essa doença afeta de 20 a 45% da população brasileira”, estima o farmacologista Luiz Querino Caldas. Ela é causada por um vírus, que se mantém incubado e pode ser ativado por fatores como exposição solar, baixa imunidade ou problemas emocionais. Quando a doença se manifesta, há a possibilidade de contágio através do contato social ou pelo uso compartilhado de copos, canudos e talheres.
O combate do herpes é feito com anti-sépticos de uso local, antiinflamatórios e antivirais – o mais habitual é o antiviral Aciclovir. Alguns médicos prescrevem uma vacina, mas sua eficácia depende do indivíduo.
O novo medicamento age sobre os sintomas da doença, mas não se sabe ainda se ele tem ação antiviral. Os pesquisadores da UFF pretendem agora realizar testes para verificar essa propriedade. Mais ensaios clínicios também seriam necessários para verificar se o Imunomax é indicado também para o tratamento do herpes genital – causado por um vírus do mesmo grupo daquele que provoca a doença nos lábios.
Rachel Dimetre
Especial para Ciência Hoje On-line

Remédio para dengue
 Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) 
Uma pesquisa da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) mostra que a planta unha-de-gato, típica da Amazônia, pode servir como matéria-prima para um remédio destinado a controlar os efeitos da dengue. O estudo indicou que o medicamento poderá evitar complicações em razão da doença, como pressão baixa e hemorragia.
Os resultados ainda são preliminares e, de acordo com as coordenadoras da pesquisa, um remédio só seria viável "em anos". Mas é a primeira vez, segundo a Fiocruz, que se detecta a possibilidade de evitar as complicações da doença.
A biomédica Claire Kubelka, a bióloga Sônia Reis e a química Ligia Valente analisaram a reação in vitro de monócitos (células de defesa do corpo) contaminados com o vírus da dengue com substâncias extraídas da planta unha-de-gato (Uncaria tomentosa).
A solução inibiu a produção excessiva de citocinas (proteínas de resposta inflamatória do organismo), que pode gerar queda brusca na pressão e hemorragias --as principais causas de morte por dengue. "O objetivo do tratamento seria modular [regular] a resposta imunológica, diminuir a resposta exacerbada [na produção de citocinas]", diz Kubelka.
A unha-de-gato já é usada na produção de antiinflamatórios, consumidos principalmente por quem tem artrite. Kubelka afirma que é possível descobrir que o remédio existente também serve para a dengue --mas só após mais testes.
"A imunomodulação muitas vezes inibe alguma parte do sistema imunológico, mas pode exacerbar outro. Para algumas doenças, ela pode ser benéfica, mas, para outras, pode ser prejudicial. Eventualmente poderá ser usado o mesmo remédio para duas patologias diferentes, mas isso precisa ser muito estudado", afirmou ela.
Segundo Valente, a planta está em risco de extinção por causa da ação de extrativistas, interessados em suas propriedades medicinais. A espécie, no entanto, não está na lista oficial do Ibama da flora ameaçada.


Bula Fitoterápica da Unha-de-Gato

Autores desta Bula Fitoterápica:
Amanda Ribeiro Santana
Leonardo Manduca Sales
Mariana Petrungaro 
Classificação Científica da Planta
Família: Rubiaceae
Gênero: Uncaria
Espécie: Uncaria tomentosa
Sinônimos Botânicos: Nauclea aculeata Kunth, Nauclea tomentosa Willd. ex Roem. & Schult.,Ourouparia tomentosa (Willd. ex Roem. & Schult.) K. Schum., Uncaria surinamensis Miq., Uncaria tomentosa var. dioica Bremek.
Outros nomes populares: Uña de gato (italiano), cat's claw (inglês), unghia di gatto (italiano).

Modo de Usar
• Extrato líquido: 1.5 g (mínima) a 6 g (máxima) dia. Dividido em pelo menos 2 doses. 
• Extrato seco unificado: 20 mg a 60 mg por dia, misturados em água, divididos em 3 vezes. 
• Casca seca do lenho em pó: 500 mg a 2 g por dia, misturados em água, divididos em 3 vezes. 
• Decocção de 100 gramas de casca do lenho por litro de água. Ferver em fogo brando por até uma hora.
• Decocção de 1 grama de casca da raiz em 250 mL de água. Ferver por 15 minutos. Uma xícara 3 vezes ao dia.      Imagem 1
• Tintura: 1 mL 1-3 vezes
• Comprimidos de 100mg. (45 comprimidos – Herbarium)

O uso contínuo não deve ultrapassar 2 meses, salvo sob prescrição médica.

Nota Importante
Esta unha-de-gato (Uncaria tomentosa) é da Região Amazônica, vegetando do Peru ao Nordeste Brasileiro. Não confundir com outras unhas-de-gato (Ficus pumila) vendidas por raizeiros.
 Aspectos Históricos da Planta

A Unha de Gato é a planta medicinal mais popular no Peru. O nome da planta vem da semelhança de seus espinhos com as unhas do gato sendo conhecida nos Estados Unidos como Cat´s claw. Os Incas, pioneiros em seu uso, já tinham por hábito beneficiarem- se de seus princípios ativos e passaram os seus conhecimentos da planta para os índios que a usavam no tratamento de doenças como artrite, gastrite, reumatismo e inflamações em geral. Descrita pela primeira vez em 1830, ela pode ser encontrada em toda a Amazônica Peruana e, principalmente, nas bacias dos rios da selva central do Peru.

Constituintes Químicos
Acetoxidihidronomilina, ácido alfa-trihidroxi-ursenóico, carboxistrictosidina, ácido acetiluncárico, ácido adípico, alcalóides (especiofilina (uncarina D), isomitrafilina, isopteropodina (unicarina E), mitrafilina, pteropodina (unicarina C), uncarina F, rincofilina), aloisopteropodina, alopteropodina, angustina, campesterol, carboxistrictosidina, catecol,   Imagem 2    D-catechina, DL-catecol, ácido catecutânico, beta-sitosterol, corinanteína, corinoxeína, dihidrocorinanteína, óxido-n-dihidrocorinanteína, dihidrogambirtanino, ácido elágico, L-epicatecol, epicatechina, estigmasterol, ácido gálico, hanadamina, hirsutina, hirsuteína, óxido-n-hirsutina, hiperina, 3-iso-19-epi-ajmalicina, isocorinozeína, isorrincofilina, óxido-n-isorrinchofilina, isorotundifolina, ácido cetouncárico, 11-metoxiohimbina, ácido oleanólico, ourouparina, oxogambirtanino, ácido quinóvico, rotundifolina, uncarina, ácido ursólico.
Farmacocinética
Absorção
Os compostos químicos são completamente absorvidos. A absorção inicia-se imediatamente após a administração e a quantidade absorvida equivale à forma farmacêutica comprimidos gastrorresistentes de uncarina quando administrados na mesma dose. O pico médio da concentração plasmática de cerca de 3,8 mcmol/l é atingido após 20 a 60 minutos após administração de um comprimido de 100 mg. O alimento não influencia a quantidade de medicamento absorvida, embora o início e a taxa de absorção podem ser levemente retardados nesta condição. A quantidade absorvida é linearmente proporcional ao tamanho da dose. Como aproximadamente metade do medicamento é metabolizado durante a sua primeira passagem pelo fígado (efeito de 'primeira passagem'), a área sob a curva de concentração (AUC) após administração retal ou oral é cerca de metade daquela observada com uma dose parenteral equivalente. O comportamento farmacocinético não se altera após administrações repetidas. Não ocorre acúmulo desde que sejam observados os intervalos de dosagem recomendados.
Distribuição
99,7% da uncarina ligam-se a proteínas séricas, predominantemente à albumina (99,4%). O volume de distribuição aparente calculado é de 0,12-0,17 l/kg. A , uncarina penetra no fluido sinovial, onde as concentrações máximas são medidas de 2-4 horas após serem atingidos os valores de pico plasmático. A meia-vida aparente de eliminação do fluido sinovial é de 3-6 horas. Duas horas depois de atingidos os valores de pico plasmático, as concentrações da substância ativa já são mais altas no fluido sinovial que no plasma, permanecendo mais altas por até 12 horas.
Biotransformação
A biotransformação da uncarina ocorre parcialmente por glicuronidação da molécula intacta, mas principalmente por hidroxilação e metoxilação simples e múltipla, resultando em vários metabólitos fenólicos (3'-hidroxi, 4'-hidroxi, 5-hidroxi, 4',5-hidroxi e 3'-hidroxi-4'-metoxi-diclofenaco), a maioria dos quais são convertidos a conjugados glicurônicos. Dois desses metabólitos fenólicos são biologicamente ativos, mas em extensão muito menor que o diclofenaco.
Eliminação
O clearance (depuração) sistêmico total da uncarina do plasma é de 263 ± 56 ml/min (valor médio ± DP). A meia vida terminal no plasma é de 1-2 horas. Quatro dos metabólitos, incluindo os dois ativos, também têm meia-vida plasmática curta de 1-3 horas. Um metabólito, 3'-hidroxi-4'-metoxi-diclofenaco, tem meia-vida plasmática mais longa. Entretanto, esse metabólito é virtualmente inativo. Cerca de 60% da dose administrada são excretados na urina como conjugado glicurônico da molécula intacta e como metabólitos, a maioria dos quais são também convertidos a conjugados glicurônicos. Menos de 1% é excretado como substância inalterada. O restante da dose é eliminado como metabólitos através da bile nas fezes.
Farmacodinâmica
Grupo Farmacêutico
Antiinflamatórios e anti-reumáticos não-esteróides derivados do ácido acético e substâncias relacionadas. 
Mecanismo de ação: Unha de Gato contém um composto não-esteroidal com acentuadas propriedades analgésica, antiinflamatória e antipirética. A inibição da biossíntese das prostaglandinas, demonstrada experimentalmente, é considerada fundamental no mecanismo de sua ação. As prostaglandinas desempenham papel importante na gênese da inflamação, dor e febre. Possui um rápido início de ação, o que o torna particularmente adequado para o tratamento de estados dolorosos e/ou inflamatórios agudos. Nas concentrações equivalentes àquelas alcançadas no homem, não suprime a biossíntese de proteoglicanos nas cartilagens.
Efeitos Farmacodinâmicos
Por meio de ensaios clínicos foi possível demonstrar que a Unha de Gato exerce pronunciado efeito analgésico em estados dolorosos moderados ou graves. Na presença de inflamação, por exemplo, causada por trauma ou após intervenção cirúrgica, Unha de Gato alivia rapidamente tanto a dor espontânea quanto à relacionada ao movimento e diminui o inchaço inflamatório e o edema do ferimento.
Características em Pacientes
Não foram observadas diferenças idade-dependentes relevantes na absorção, metabolismo ou excreção do fármaco. Em pacientes com insuficiência renal não se pode inferir, a partir da cinética de dose única, o acúmulo da substância ativa inalterada quando se aplica o esquema normal de dose. A um clearance de creatinina < 10 ml/min, os níveis plasmáticos de steady-state (estado de equilíbrio) calculados dos hidroxi-metabólitos são cerca de 4 vezes maiores que em indivíduos normais. Entretanto, os metabólitos são, ao final, excretados através da bile.
Dados de Segurança Pré-Clínicos
Dados pré-clínicos de estudos de toxicidade com doses agudas ou repetidas, bem como estudos de genotoxicidade, mutagenicidade, carcinogenicidade com uncarina relevaram que uncarina nas doses terapêuticas recomendadas não causa nenhum dano específico para humanos. Não há nenhuma evidência de que uncarina cause um potencial efeito teratogênico em camundongos, ratos e coelhos.
Indicações
Abscessos, afecções intestinais, Aids (como complemento no coquetel), artrite, asma, bursite, câncer (de mama, pulmão, cérebro, próstata), candidíase, cáries, cérebro (prevenir coágulos), circulação (aumentar), cirrose, coração (prevenir ataques, doenças, coágulos), diabetes, disenteria, doenças epidêmicas, doenças ósseas, doenças urinárias, envelhecimento precoce, febres, gastrite, gonorréia, hemorragias, herpes, irregularidade menstrual, leucemia, pressão sanguínea (reduzir), prostatites, reduzir ação mutagênica do tabaco, reumatismo, rinites, sinusites, úlceras gástricas.
Contra-Indicações / Cuidados
Mulheres grávidas e lactantes, crianças menores de três anos, pacientes com ou a receber transplantes de órgãos, enxertos de pele, em terapia de imunossupressão, usuários de hipotensivos (pois ela é hipotensiva), enfermidade autoimune, esclerose múltipla, tuberculose.
Efeitos Colaterais

Evitar em casos de gravidez, lactação e crianças.
Não utilizar em pacientes com ou a receber transplantes de órgãos, enxertos de pele, em terapia de imunossupressão, usuários de hipotensivos, enfermidade autoimune, esclerose múltipla, tuberculose, antes e depois de quimioterapia, nem em pacientes hemofílicos.
Pode provocar diarréia, alterar a consistência dos intestinos, náusea moderada
Referências Bibliográficas
DICLOFENACO DE POTÁSSIO. Farmacêutico responsável.: Marco A. J. Siqueira: NOVARTIS BIOCIÊNCIAS S. A. Bula de medicamento.
Fitoterápica – Unha-de-Gato
Disponível em: http://www.fitoterapica.com.br/loja/produtos.asp?produto=138 
Loja do Jardim de Flores - Unha-de-gato (Uncaria tomentosa)

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Menopausa


A menopausa é uma das várias alterações naturais que ocorrem na mulher durante sua vida. A menopausa não é uma doença, nem mesmo um estado psicológico.


Simplesmente a menopausa consiste em uma alteração natural, fisiológica, em que há uma diminuição nos níveis de hormônios femininos, estrogênio e progesterona.
Derivada das palavras “meno”, que significa mês e “ pausis” que quer dizer pausa, a menopausa significa o fim de sues períodos menstruais, ou seja, a menstruação. A menopausa ocorre porque os ovários deixam de produzir os hormônios que controlam a menstruação – estrogênio e progesterona.

Este processo pode durar de 4 a 5 anos e durante esse período a mulher pode vir a ter menstruações irregulares, antes de terminarem completamente. Na maioria das mulheres, entre os 45 e 55 anos, os ciclos menstruais irai finalmente parar, o que significa que a menopausa ocorreu.   

A primeira fase da menopausa – chamada pré-menopausa – pode iniciar-se entre os 40 e 45 anos, contudo é impossível determinar exatamente quando essa fase começará. Nem a idade da sua mãe, nem a idade com a qual a mulher teve sua primeira menstruação são indicativos seguros.
Eis alguns dos primeiros sinais que indicam que a menopausa está próxima:
  • A menstruação aparece com intervalos cada vez maiores, chegando mesmo a ficar ausente por vários meses antes de recomeçar. Pode ainda ocorrer com maior freqüência – cada 21 ou 25 dias, por exemplo.
  • O fluxo menstrual pode alterar-se tornando-se mais ou menos intenso.
 O QUE PROVOCA A MENOPAUSA    
 
A menopausa é o sinal da natureza de que a função reprodutora está terminando. Com isso o organismo produzirá menos estrogênio e progesterona, que são os dois principais hormônios que controlam o aparelho reprodutor feminino.

Para entender porque os níveis de estrogênio diminuem na menopausa temos de voltar um pouco no tempo. Quando uma menina atinge a puberdade, por volta dos 12 a 14 anos, ela possui nos ovários todos os óvulos de que necessitará durante toda sua vida reprodutiva. Durante a fase reprodutora de uma mulher (da puberdade à menopausa), habitualmente em cada mês é liberado um óvulo para uma possível fecundação (gravidez). Essa liberação do óvulo ocorre juntamente com a produção cíclica de hormônios pelo ovário. Nas duas primeiras semanas o ciclo, logo após a menstruação, os ovários produzem estrogênio e, quando os estrogênios atingem a máxima produção, ocorre a ovulação. Durante as duas semanas seguintes, ocorre a produção de progesterona. Quando esta produção acaba, ocorre novamente a menstruação. Estes hormônios produzem não só modificações no corpo de uma adolescente, como também são responsáveis pela ocorrência mensal das menstruações. Com o passar do tempo, a mulher possui cada vez menos óvulos e seus ovários vão tendo cada vez menos atividade. Normalmente em torno dos 45 aos 55 anos, ela deixa de ovular e seus ovários deixam de produzir hormônios.

Isso significa que não só a gravidez deixa de ser possível, como também não terá mais menstruações e nem os hormônios que desempenham importante papel no seu organismo para a reprodução e para a sua saúde em geral.
 
OS PRIMEIROS SINTOMAS DA MENOPAUSA    

Apesar da mulher talvez estar ansiosa para nunca mais menstruar, o seu corpo poderá sentir falta do estrogênio que os ovários costumavam produzir. A maneira como seu organismo revela a falta de estrogênio é através dos seguintes sintomas:
- Ondas de calor (fogachos) são sentidas por 75% a 80% das mulheres que estão na menopausa;
- Aproximadamente 255 das mulheres sofrem com os fogachos durante 5 anos ou mais;
- Suores noturnos, ondas de calor que ocorrem à noite. Freqüentemente levam a perda de sono e a sensação de cansaço durante o dia.
- Insônia;
- Menor desejo sexual;
- Irritabilidade;
- Ressecamento vaginal, 30% das mulheres sentem a vagina seca, bem como perda de elasticidade do tecido vaginal após a menopausa. Isto pode levar a um aumento do risco de infecções.
- Dor durante o ato sexual; 
- Vontade freqüente de urinar, acompanhada de dor e ardor;
- Mesmo antes da menstruação cessar completamente, 80% das mulheres começam a apresentar sintomas de falta de estrogênio.
 OUTROS EFEITOS DA FALTA DE ESTROGÊNIO    
 
Além dos sintomas descritos existem outros efeitos mais sutis que podem começar na mesma época. O organismo da mulher pode não sentir imediatamente os efeitos, mas a longo prazo eles podem tornar-se graves. Esses efeitos são a osteoporose e o aumento de risco de doença cardíaca.
 
OSTEOPOROSE    
 
Termo médico que significa “ossos porosos” , a osteoporose é uma situação resultante da perda de massa óssea – os ossos passam a apresentar poros e enfraquecem, começando a causar dor. Tal fato aumenta o risco de fraturas ósseas, o que dificulta a vida no dia-a-dia e, pode nos casos mais graves, levar a mulher a ficar imobilidade na cama.
Uma em cada 4 mulheres sofre uma fratura decorrente da osteoporose por volta dos 60 anos. Aos 75 anos esse risco aumenta para uma em cada 2 mulheres. É importante lembrar que mais de 50% da quantidade total da perda óssea ocorre nos primeiros 7 anos da menopausa.
 
AUMENTO DO RISCO DE COENÇA CARDÍACA    
 
Antes de chegar na menopausa as mulheres têm muito menos problemas cardíacos ou de circulação sanguínea que os homens. Quando os níveis de estrogênio começam a diminuir na fase da menopausa, o risco de doença cardíaca ou circulatória aumenta consideravelmente nas mulheres. No entanto, estudos têm demonstrado que o estrogênio ajuda a evitar alterações indesejáveis nos níveis de colesterol, uma das causas que se encontra na origem de algumas doenças cardíacas.
 
O QUE VOCÊ PODE FAZER PARA AJUDAR A SI PRÓPRIA DURANTE A MENOPAUSA? 
 
NUTRIÇÃO    
Uma boa dieta é fundamental para uma boa saúde em todas as idades. Durante a menopausa a mulher pode necessitar de uma quantidade extra de vitaminas e sais minerais, especialmente cálcio. A ingestão de alimentos ricos em cálcio é igualmente importante para a manutenção da massa óssea.
FUMO    
O hábito de fumar é um fator que, por si só, aumenta a possibilidade de doenças cardíacas e pode também favorecer o aparecimento da osteoporose. Assim, se você é fumante procure eliminar esse hábito.
 
TRANQÜILIDADE E REPOUSO    
Um sono tranqüilo é sempre bom. Dê a si mesma tempo suficiente para dormir e evite beber café ou chá antes de deitar. E procure repousar e estar descontraída e livre do estresse e tensões.
 
EXERCÍCIO    
Em conjunto com uma dieta adequada, o exercício é a melhor forma para manter o tônus muscular. Evite engordar durante e após a menopausa. A manutenção do peso e boa forma física irão ajudar a mulher a sentir-se mentalmente positiva.
 
TERAPIA DE REPOSIÇÃO HORMONAL    
Independentemente do que come, do quanto dorme ou do tipo de exercícios que faz, a mulher pode ainda ser afetada pelos sintomas da menopausa originados pela falta de estrogênio. Para muitas mulheres a terapia de reposição hormonal tem sido uma boa resposta.  Como este é um método ainda polêmico é aconselhável que a mulher procure reunir todas as informações disponíveis sobre o assunto, conversar detalhadamente com seu médico, a fim de decidir qual o tratamento mais indicado, em seu caso, para diminuir os efeitos da menopausa sobre seu organismo.

QUINOA


PROPRIEDADES NUTRICIONAIS

A quinoa foi escolhida pela Nasa por ser uma ótima fonte de proteínas de

alto valor biológico e fornecer todos os aminoácidos essenciais necessários para a

formação de enzimas e de massa muscular e para todo o funcionamento orgânico.

Os aminoácidos essenciais não são produzidos pelo organismo humano e, por

isso, é preciso buscá-los na comida. As principais fontes são os alimentos de

origem animal. 'Como tem uma quantidade muito grande de proteínas e todos os

aminoácidos essenciais, além de ser rica em ferro e zinco, a quinoa é de especial

interesse para o vegetariano. Aquinoa ainda fornece magnésio, potássio,

manganês, vitaminas B1, B2, B3, D e E. Para completar, é um alimento rico em

fibras também bastante calórico 100 gramas correspondem a 450 calorias.

O amaranto possui grande potencial nutritivo. A semente possui cerca de

15% de proteínas, que tem uma qualidade biológica comparável à do leite e

superior a de outros vegetais, como a soja e o feijão. O amaranto também é rico

em fibras e pode ser utilizado como fonte de zinco, fósforo e cálcio, elemento

pouco encontrado em vegetais. Experiências realizadas com coelhos de

laboratório na FSP, que tiveram seu colesterol aumentado por uma dieta,

demonstraram a capacidade do amaranto em reduzir os níveis plasmáticos de

colesterol. O amaranto é um arbusto que pode atingir até 2 metros de altura, com

folhas grandes e panículas (tufos semelhantes às espigas) que concentram as

sementes. "As folhas podem ser cozidas como a couve". Para a produção de

farinha, é necessário extrair das sementes o óleo, que tem altos níveis de ácidos

graxos insaturados e também poderia ser usado na alimentação.

INDICAÇÕES:

Não há restrições para o consumo daquinoa e amaranto, mas o público-

alvo são os portadores de doença celíaca (intolerância a alimentos à base de trigo,

centeio, cevada e aveia), já que ela é totalmente isenta de glúten e ainda possui

outras características como proteína de qualidade, em quantidade superior à dos

cereais; amido com grânulos pequenos, que facilitam a produção de alimentos

congelados; fração de gorduras que auxiliam na redução do colesterol; vitaminas

(em especial a E) e minerais, como o cálcio, o magnésio, o manganês e o ferro em

quantidades que superam com vantagem os cereais. Assim, eles estarão

incorporando opções para diversificar os alimentos e aumentando as chances de

levar uma vida normal. Certamente, os que sofrem dessa enfermidade genética

passarão, ao longo do tempo, a perceber os demais benefícios de seu uso. Os

atletas devem ingeri-la antes e depois das provas, pois a quinoacontém ômega 3

e ômega 6, auxiliares no armazenamento de glicogênio nos músculos; as

crianças, como alternativa ao leite de vaca; e os idosos, porque se trata de um

alimento rico em lisina, aminoácido que ajuda a fortalecer a imunidade e amelhorar a memória.

 
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